Adivinhando

Bom, amigos leitores, está na hora de reativar este espaço. E já que hoje, após o jogo de despedida do Ronaldo, o técnico Mano Menezes anuncia a lista dos 22 convocados para a Copa América, que tal um exercício de adivinhação para esse grupo que vai representar o Brasil na primeira competição oficial pós-Copa do Mundo?

Goleiros: Julio César e Victor
Zagueiros: Lúcio, Thiago Silva, Luisão e David Luiz
Laterais: Daniel Alves, Maicon, André Santos e Adriano
Meio de campo: Ganso, Sandro, Lucas Leiva, Elano, Elias, Ramires e Lucas
Ataque: Alexandre Pato, Neymar, Robinho, Fred e Leandro Damião

É claro que não é muito difícil fazer esta lista. A defesa está basicamente fechada, assim como parte do ataque. Digamos que o diferencial desta minha “aposta” é o Leandro Damião como um quinto atacante da lista. Isto porque, diferente do Ganso, a recuperação total do Pato não é garantida, então seria prudente levar um reserva a mais.

No meio de campo, cheguei a pensar que a expulsão do Ramires no sábado pudesse pesar, mas vejo que dentro das opções, ele deve ir para a Argentina mesmo.

Depois do jogo veremos quem vai!

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A DECISÃO

Enquanto pensava minha coluna da semana para o jornal Manchete do Vale, acabei relacionando um fato curioso com toda essa atenção (e tensão) em cima da camisa que o Ronaldinho Gaúcho irá vestir em 2011.

Em julho de 2010, durante as férias da NBA, o ala LeBron James, uma das maiores estrelas da liga americana de basquete, havia terminado seu contrato com o Cleveland Cavaliers e tinha propostas milionárias de grandes franquias dos Estados Unidos, além de uma oferta de renovação do contrato com a equipe de Ohio.

Pois vejam só, o anúncio da nova equipe do “King” James gerou tanta expectativa que a equipe que administra a carreira do jogador procurou a ESPN e, juntas, montaram um dos maiores circos do mercado esportivo: O programa “The Decision”.

No dia 9 de julho, uma quinta-feira, às 21h da costa leste dos Estados Unidos, horário nobre, o canal exibiu um programa especial de uma hora de duração no qual LeBron anunciou, ao vivo, com qual time decidiu assinar o novo contrato. Neste programa, além do anúncio, James respondeu perguntas do apresentador Jim Gray e de outros jornalistas e comentaristas que entravam no ar via satélite. Este foi o “The Decision”.

Ah, um mero “detalhe”: O time escolhido pelo astro foi o Miami Heat. Na ocasião, a polícia de Cleveland teve que fazer segurança na casa do atleta e em um prédio que tinha um enorme banner com sua foto, pois o povo da cidade ficou revoltadíssimo, queimando camisas e realizando protestos.

Então, será que toda esta atenção sobre o Ronaldinho Gaúcho não poderia dar origem ao programa “A Decisão”? Imaginem só, quem sabe inclusive adaptar aos moldes brasileiros…

“Então, Ronaldinho, temos aqui a porta número um, a porta número dois e a porta número três. Uma sai em Porto Alegre, a outra no Rio de Janeiro e a outra em São Paulo. Você já sabe qual porta você vai escolher? TEMPO!”

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O retorno

Bom dia, boa tarde, boa noite!
Hoje estou aqui para, inicialmente, pedir desculpa aos leitores pela ausência de novos textos aqui no blog. Estive envolvido em outros pojetos que, somados ao início do TCC e ao emprego, me impediram de sentar com calma em frente ao computador e produzir um pouco mais.
Agradeço aos leitores de Itajaí e região que acompanham minha coluna no jornal Manchete do Vale semanalmente.
Quero dizer que, apesar de ausente do blog, tenho acompanhado mais do que nunca o futebol e seus bastidores, por isso voltarei a utilizar este espaço na medida em que as coisas forem tomando seus devidos lugares. Além dos textos, quero tentar implementar outros pojetos que já tenho há tempos, mas que nunca saíram do papel, para tornar o Prancheta Virtual um espaço com outros atrativos.
Conto com a leitura e as opiniões de vocês!
Um abraço a todos, um feliz Natal e um 2011 de muito sucesso!

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Analisando os 23

Hoje pela manhã o técnico Mano Menezes fez mais uma convocação para a Seleção Brasileira. Desta vez, porém, não é qualquer amistoso, mas sim um jogo contra a Argentina, valendo o título máximo do futebol mundial: vencer os vizinhos rivais.

É lógico que a importância deste jogo, que será disputado no Qatar, é tanto quanto qualquer outro. Mas a Argentina será a adversária mais difícil desde quando Mano assumiu o posto, sem falar de toda a tensão que envolve os do lado daqui e os do lado de lá.

Hoje vou analisar a seleção que enfrentará este teste no dia 17 de novembro, pegando os jogadores de cada posição e dando meus pitacos, se concordo ou discordo, e destacando aqueles que merecem uma estrelinha. Vamos lá.

Goleiros: Victor (Grêmio), Jeferson (Botafogo) e Neto (Atlético/PR).

Victor tem qualidade para ser o titular da Seleção Brasileira. Porém, creio que já está na hora de trazer de volta o melhor goleiro do mundo, em minha opinião, que é o Julio César. Neste caso, eu tiraria o Jeferson e o Victor seria reserva, já que o JC é melhor, logicamente.
Com relação ao Neto, acho válida a convocação, segue uma linha que o Mano adotou de convocar para a vaga de terceiro goleiro um jovem, provavelmente para analisar desempenho e comportamento em treinos, conhecer os garotos, visando às Olimpíadas de 2012.

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), Adriano Corrêa (Barcelona) e André Santos (Fenerbahçe).

Nada contra nenhum deles. Entre os titulares, Daniel Alves é indiscutível na direita e André Santos tem feito boas partidas na esquerda. Porém, apenas por uma questão de teste mesmo, gostaria de ver como se sairia o Marcelo, do Real Madrid, no lado esquerdo da Seleção.

Zagueiros: Thiago Silva (Milan), David Luiz (Benfica), Alex Costa (Chelsea) e Réver (Atlético/MG).

Thiago Silva é um dos grandes zagueiros da atualidade (e ainda vai evoluir!), ele e David Luiz formaram uma dupla que, em minha opinião, deve seguir até a Copa de 2014 crescendo junta. Só não sei se havia necessidade de chamar o Réver, principalmente porque o Galo vai sentir falta dele nesta reta final de Brasileirão.

Volantes: Lucas (Liverpool), Ramires (Chelsea), Sandro (Tottenham) e Jucilei (Corinthians).

Aqui está o maior ponto de interrogação da convocação, em minha opinião. Nada contra o Jucilei, mas no lugar dele era pra estar o Hernanes, que está jogando muita bola na Lazio. De resto, concordo com os outros três.

Meias: Douglas (Grêmio), Philippe Coutinho (Inter de Milão), Ronaldinho Gaúcho (Milan) e Elias (Corinthians).

Douglas foi a grande surpresa. Apesar da boa fase do Grêmio, eu não esperaria esta convocação, e acho que ninguém esperava também. Nem ele. Mas é um bom meia, boa aposta, vamos ver como se sai.
E, é claro, temos que comentar o retorno do Ronaldinho Gaúcho. Tudo já apontava para isso, inclusive foi tema da minha coluna no jornal Manchete do Vale em uma das últimas semanas… Ele merece a chance e tem lugar na Seleção, com toda a certeza.

Atacantes: Robinho (Milan), Alexandre Pato (Milan), André (Dinamo de Kiev) e Neymar (Santos).

É difícil tirar um dos quatro, mas eu experimentaria tirar o André (é nisso que dá ir se esconder na Ucrânia) e convocaria o Hulk, que vem jogando muita bola no Porto, em Portugal.

Desse jeito, minha Seleção Brasileira seria:

Julio César, Victor e Neto; Daniel Alves, Rafael, Marcelo e André Santos; Thiago Silva, David Luiz, Alex Costa e Réver; Lucas, Ramires, Sandro e Hernanes; Douglas, Coutinho, Ronaldinho Gaúcho e Elias; Robinho, Pato, Hulk e Neymar.

E aí, qual seria a convocação de vocês?

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Reagiu

Estive ontem no estádia da Ressacada, casa do Avaí, para assistir ao jogo de volta contra os equatorianos do Emelec, válido pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Na partida de ida, em Guayaquil, o alviceleste havia perdido por 2 x 1 e precisava ganhar em casa por 1 x 0 ou qualquer outro placar com dois ou mais gols de diferença.

E a coisa começou pelo caminho mais difícil, com um gol do Emelec logo no primeiro minuto de jogo. Porém, a torcida avaiana, que deu um show a parte, empurrou o time de uma forma bonita de se ver. Após muita pressão, mas poucos chutes a gol no primeiro tempo, o Avaí voltou do vestiário com uma garra enorme e, em seis minutos, fez os três gols que precisava.

Foi um espetáculo bonito de se ver. Neste momento ruim que o time vive no Campeonato Brasileiro, a torcida se engajou na tarefa de pegar o time nos braços e carregá-lo em direção a uma reação. Dizem que os jogadores saíram de campo emocionados… E eu não duvido disso!

Com esta injeção de ânimo, acredito que o Avaí pode render tudo o que se espera. Eu sempre falo, o elenco é bom, tem jogadores de qualidade e não pode estar brigando para não cair. E se jogarem no Brasileirão como jogaram ontem contra o Emelec, eu aposto que não cai.

Força, Leão!

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Soberano

No último fim de semana a Seleção Brasileira de Vôlei masculino venceu seu terceiro Campeonato Mundial seguido – 2002, 2006 e, agora, 2010. Somando-se aos nove títulos da Liga Mundial, uma medalha de ouro e uma de prata, o Brasil da “Era Bernardinho” é praticamente perfeito. Aliás, arrisco dizer que não se viu tamanho domínio de um país nos esportes coletivos como este.

Se lembrarmos ainda que o vôlei feminino também tem grandes conquistas – faltando apenas o Campeonato Mundial, que será disputado ainda este ano -, podemos concluir que o vôlei de uma maneira geral se desenvolveu de uma forma estrondosa no país. Um exemplo para as federações responsáveis pelos outros esportes.

Palhaçadas…

Temos que levar em consideração ainda que, neste Campeonato Mundial, a Seleção Brasileira teve que enfrentar obstáculos considerados “palhaçadas” pelo capitão Giba. Problemas com a comida do hotel, academia, locais de treinamento e o próprio tratamento recebido na Itália foram alguns dos problemas, sem falar do regulamento elaborado claramente para beneficiar a equipe anfitriã.

Tudo foi desenhado para que a Itália fosse, no mínimo, até as semifinais sem encontrar o Brasil. E foi o que aconteceu, só que os italianos foram massacrados e ainda perderam o bronze para a Sérvia. Este regulamento, aliás, fez com que muitas seleções colocassem o pé no freio na segunda fase, inclusive o Brasil. O fato é que as equipes que se classificassem em segundo lugar pegariam confrontos melhores do que os primeiros. Nunca vi disso, um regulamengo que beneficia o segundo colocado, não o primeiro.

Enfim, tudo isso faz com que esta conquista do vôlei masculino mereça um espaço diferenciado na mídia e aos olhos de todo o povo brasileiro. É uma década de domínio, jogando contra tudo e contra todos, atropelando o que vier pela frente.

Estes atletas merecem todo o reconhecimento que puderem ter!

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Perde o futebol

Quase não pude acreditar quando li, na última madrugada, o anúncio da saída de Zico do cargo de diretor executivo de futebol do Flamengo. Uma vitória de supostos rubronegros que instalaram uma máfia dentro do Clube, de onde sempre tiraram seu dinheirinho e fizeram o que bem entenderam.

Este é apenas o mais escancarado dos reflexos da bagunça que tem sido o Flamengo nos últimos anos. Uma entidade que, pelo seu tamanho e sua história, deveria ser pioneira na profissionalização do esporte no Brasil – mas que parou no tempo do amadorismo e vive assim até hoje.

O primeiro a tentar alguma coisa foi Gilmar Rinaldi, que hoje é empresário do Imperador Adriano. Em 1999, o ex-goleiro foi contratado como superintendente de futebol do clube e tentou combater uma máfia que envolvia a administração e as torcidas organizadas. “Quando cheguei ao Flamengo tentei desmontar uma máfia montada pelas organizadas. Tinha sorteio de rifa, bingo, tudo feito com permissão da presidência para manter o apoio político. Tinha jogador dando dinheiro para torcedor… eu me recusei e fui perseguido”. Gilmar saiu.

Pouco tempo depois, um dos maiores ídolos do Fla também tentou. Júnior, o Capacete, foi convidado pelo então presidente Márcio Braga para ficar à frente do Fla-Futebol, um projeto de profissionalização do departamento. Quando soube da contratação de Zico, em 2010, Júnior falou o seguinte: “Só espero que ele tenha autonomia e respaldo financeiro para conseguir fazer o que eu tentei em 2004. Se não tiver isso, as dificuldades vão aparecer”. E ele não teve.

Zico tentou começar um trabalho de organização do Flamengo, algo nunca antes pensado.

Quem entende de gestão esportiva conhece uma pirâmide composta de elementos que regem o “negócio futebol”. Na base está a criação de talentos, os craques para o futuro, fator que está diretamente atrelado à necessidade de se possuir um CT de alto nível. Este patamar é considerado a parte de longo prazo de um negócio.

No segundo estágio, de médio prazo, está a construção de um estádio próprio, fator cuja importância é indiscutível.

No topo, em um espaço um pouco menor, estão os títulos e ídolos, basicamente a única fatia que está no campo de visão do torcedor. A parte do negócio cujos resultados são de curto prazo.

É necessário que se abra mão dos títulos em primeiro plano para preparar a base de sua pirâmide. Cerca de cinco anos em que se fica “na fila”, mas se criam craques na base e uma estrutura que o time necessita para se manter no topo.

Zico tentou dar início a um projeto deste tipo, dando peso ao que realmente falta ao Flamengo: um CT decente, básico para voltar a ser a fábrica de talentos que o clube já foi um dia. Ao invés de receber apoio e respaldo da diretoria, recebeu todos os cortes do amadorismo que rege esta entidade gigante.

É claro que o Galinho não acertou em todas, mas também recebe em suas costas o peso de muitos problemas que não foram sua culpa. Desde o início, avisou que trabalharia em silêncio, mas pessoas ligadas ao Flamengo sempre insistiram em anunciar contratações que dificilmente seriam concretizadas.

Em outros casos, o interesse monetário de jogadores ou empresários deixou bons atletas longe da Gávea.
Apenas um parêntese para contar a história de um dos craques do Brasileirão, o argentino Montillo: O empresário do jogador tinha a proposta do Flamengo em mãos, cujos valores deixavam o meia satisfeito, mas foi até o Cruzeiro e fez um leilão. “Eles pagam isso. Querem cobrir?” – e o clube mineiro aceitou, com a condição de que o contrato fosse acertado na hora.

Voltando ao ambiente da Gávea, grande parte destas histórias de quase-profissionalização do futebol tem um personagem em comum: Capitão Léo, ex-presidente da Torcida Jovem Fla e atual presidente do Conselho Fiscal. A pessoa que esteve presente quando Gilmar Rinaldi foi derrubado e o grande – e declarado – inimigo interno que o Galinho encontrou em seu retorno à Gávea.

Leonardo Ribeiro, aliás, também foi um dos responsáveis pela aprovação das contas do ex-presidente Edmundo Santos Silva no Conselho Fiscal, em 1999. Após ser reeleito em 2000, Edmundo sofreu impeachment em menos de dois anos.

“Para dizer a verdade não me surpreende todas essas pressões. Eu mesmo já passei por isso em 2004. O que eu vi foi uma grande maioria que era contra algo que possa dar um novo rumo o Flamengo”. Júnior disse isso hoje, em entrevista à rádio CBN. Uma opinião que expõe que o “Capitão Léo” não é o único, mas parte de um grupo que trata o Flamengo como seu quintal, ou qualquer coisa pior que isso. Pessoas que adoravam a folga que tinham no clube e não gostaram quando Zico chegou querendo mudar, tirando todos da sua zona de conforto, buscando a disciplina.

Em 2009, o Flamengo foi Campeão Brasileiro porque tinha, em campo, jogadores que colocaram o coração na ponta da chuteira e um técnico que manteve a humildade e a união no grupo. Em 2010, a magia se desfez. Aí está o topo da pirâmide, as medidas de curto prazo.

Se não houver mudanças administrativas, uma real profissionalização do futebol e do clube como um todo, a entidade sofrerá as conseqüências. O Flamengo corre o risco, por exemplo, de ser rebaixado, mais cedo ou mais tarde.

Para alguns clubes, o rebaixamento rendeu bons frutos, uma reorganização, um crescimento. Mas é o pior dos caminhos para a reestruturação. Diminuem os investimentos, os interesses e o nível do esporte. Ninguém sai ganhando.

Tenho certeza que, contra o Botafogo, os atletas vão correr muito para honrar o nome do Zico. Nem sempre correr significa vencer, mas a torcida deve abraçar os jogadores e empurrá-los neste momento, assim como deve protestar contra os desmandos ocorridos na gestão do clube há tantos anos.

Que esta grande crise sirva para acordar um movimento que lute por transparência e ética.

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O dono da bola

O trem do Santos saiu do trilho nesta terça-feira.

Dorival Júnior decidiu barrar Neymar do jogo contra o Guarani, no fim de semana. Para o técnico, a multa de 30% do salário não era o suficiente para punir o atleta pelo desrespeito que teve com seus companheiros e com o próprio comandante na partida anterior, contra o Atlético Goianiense. Para a diretoria do Santos, um jogo fora já estava bom demais.

Porém, Dorival anunciou na terça que não relacionaria o prodígio para o jogo contra o Corinthians, nesta noite de quarta. A diretoria, então, resolveu demitir o comandante por “insubordinação”, fato que deixou todos perplexos.

Como assim? Xingar colegas e técnico pode, mas coibir a indisciplina não pode? O Santos armou uma bomba na própria sala de estar, criando um clima que deve ficar bem pesado. Como Neymar será recebido pelos companheiros? Como a torcida irá se comportar?

A diretoria do Santos colocou Neymar acima de tudo e de todos. Acima de seus companheiros, acima do comando, acima da própria instituição. Lamentável, um desvio de rota que tem tudo para atrapalhar um clube que vinha resgatando o futebol arte e sendo exemplo em suas ações dentro e fora de campo. Ao invés da indisciplina ser punida da maneira correta, foi recompensada com um “presente de grego”.

Afinal, ele vai levar a culpa pela burrada, vai ser prejudicado também. Cometeu um ato de indisciplina e estava sendo punido com o afastamento da equipe, além da multa que havia recebido. Os diretores é que simplesmente colocaram a equipe na mão de seu jogador, atropelando uma decisão daquele que está imediatamente acima dos jogadores.

Qual técnico se sentirá seguro para assumir o Santos, sabendo que não terá autonomia para certas decisões? Neymar é o dono da bola. Se ele não brinca, ninguém brinca. A partir de hoje, Neymar é o dono do Santos.

E a culpa disso é da própria diretoria. Em uma tacada só, conseguiu instalar um clima pesado no clube e deixar o nome do Neymar marcado para o resto da carreira. Afinal, as manchetes dizem “Neymar derruba Dorival”. Ele havia cometido um ato de indisciplina e, se fosse corretamente punido, provavelmente voltaria a ser o Neymar do primeiro semestre. Agora, não se sabe como ele volta, como fica a cabeça do garoto.

* Ah, podem anotar. Mano Menezes não vai convocar o garoto na quinta-feira.

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O Galo que não canta

Você começa a temporada com um bom time. Investe, traz bons jogadores em posições estratégicas, o craque do último campeonato e um técnico de renome internacional. Então você começa a jogar e… A coisa simplesmente não encaixa.

Esta é a situação do Atlético-MG. No papel, o elenco do Galo estaria longe da zona do rebaixamento, mas hoje amarga a 17ª posição e não sairá de lá por, pelo menos, mais uma rodada. Mas o que acontece?

Com Diego Tardelli, o clube já tinha um bom atacante desde o ano passado, artilheiro do Brasileirão. Trouxe Obina, que apesar de folclórico no Flamengo, se mostrou um goleador sob o comando de Luxemburgo no Palmeiras e, recentemente, no próprio Atlético.
No meio, Diego Souza foi eleito o melhor jogador do BR-09. Não que eu ache ele um craque, mas se esperava mais dele. Ao seu lado, o veterano Ricardinho, que, suponho eu, não deve ter esquecido como se joga futebol. Não é um elenco pra ser Campeão, mas também não é pra cair.

Será que o time estaria, então, mal treinado? Luxemburgo não estaria fazendo um bom trabalho? Afinal, sabemos que se o técnico fosse alguém mais barato ou de menor expressão, já teria sido demitido há tempos.

Não se sabe o que falta, mas tudo isso é muito estranho. Tanto é que os próprios jogadores pediram que a equipe fique concentrada durante 15 dias.

Aliás, tudo no Galo é muito estranho às vezes. O presidente, Alexandre Kalil, é bem chegado em uma polêmica. Há algumas semanas, disse na mídia que não veria problema se os torcedores encontrassem um jogador do clube na balada e o batessem. Aliás, não veria problema se um jogador seu “tomasse um pau” por estar na noite, ou alguma expressão deste tipo.

A última novidade é que, dizem as más línguas, Kalil teria atrasado os salários de seus jogadores em 10 dias, talvez como castigo pelo mau desempenho. Se esta foi a intenção eu não sei, mas não vejo como isso seria positivo. “Opa, vamos jogar melhor porque nosso salário não foi pago!” – acho que nunca vi isso.

Aliás, o presidente do Atlético afirma que não fez isso. Mas se alguém inventou a história, é porque alguma coisa está errada lá dentro ou, no mínimo, nem todos estão focados no mesmo objetivo.

Os próximos capítulos desta novela são imprevisíveis. Neste domingo, o Galo enfrenta o Vitória, que também não vem bem das pernas, em Minas. É um jogo para ganhar, até porque o adversário seguinte é o Fluminense, no Rio de Janeiro, e os tricolores devem estar doidos para voltar a vencer.

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Parabéns, Pet!

Hoje, 10 de setembro, o sérvio mais brasileiro de que se tem notícia faz aniversário: Dejan Petkovic, camisa 10 do Flamengo, um jogador que ainda pode ser chamado de “Camisa 10″ não só pela numeração, mas pela força da expressão.

Chegando aos 38 anos, Pet ainda coloca a bola onde quer e deixa defesas perdidas pelos campos do Brasil. A fase recente do Flamengo acabou prejudicando o seu desempenho, afinal, por mais que se esteja em forma, fica difícil ser o único jogador com qualidade na criação de um time.

Mas nem isso tira o brilho do “Rambo”. Fica fácil perceber como ele é diferenciado, é só observar como carrega a bola, os passes precisos e as bolas sempre venenosas na área adversária.

Este é um texto de exaltação mesmo, desejando sucesso a um dos melhores estrangeiros que já ensinaram como se joga futebol no Brasil e que, apesar de ser ídolo no Flamengo, tem o maior respeito em todos os times pelos quais passou.

Mas será que ele ainda é estrangeiro? No coração, tenho certeza que não.
Parabéns, Pet!

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